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Moradora pede ajuda da prefeitura para problemas na sua rua

A rua Epaminondas de Melo fica ao lado da Barraca do Dedé, no km 7. Com a falta de calçamento não há coleta de lixo e o esgoto fica a céu aberto.

today 02/02/2021
Deyse Costa
timer 2 min de leitura

Aqui no km 7 da Estrada de Aldeia temos uma pequena comunidade que passa por uma ladeira de difícil acesso, na Rua Epaminondas de Melo. O local foi parcialmente pavimentado pelos próprios moradores, o poder público é ausente. O povo simples do local resolveu fazer melhorias por conta própria porque, após décadas, desistiu de esperar algo pela prefeitura.

Bom, a falta de pavimentação é algo comum em Aldeia, mas aqui temos o agravante de ser uma ladeira íngreme, estreita, com um de seus lados dando para um barranco, o que dificulta até o acesso de carros, caminhões com material de construção, uber, viaturas e automóveis em geral.  

Por este motivo também fica impossibilitado o acesso do caminhão da coleta de lixo, já que não temos coleta alternativa, a rua fica fora do roteiro da limpeza urbana.  

As consequências disto são o acúmulo e a queima do lixo, a proliferação de insetos, ratos e outros vetores de doenças.

Quem tem a iniciativa de subir com seu lixo para descartar na estrada, não encontra depósito/coletor público e tem que deixar em algum ponto da estrada, onde já existe o acúmulo irregular do lixo ou em algum lixeiro de condomínio, o que acaba gerando problemas com os moradores dos condomínios ou de alguma residência.

Por várias vezes li denúncias e exposições de fotos de pessoas jogando lixo na estrada, acumulando em locais indevidos ou queimando lixo, e concordamos que não é uma atitude correta. Porém, no nosso caso, não temos alternativas viáveis para o descarte do nosso lixo.

Outro problema é o esgoto que corre a céu aberto, oriundo das residências e comércios que estão na parte de cima da estrada. Além do problema sanitário, o escoamento do esgoto e das águas das chuvas estão infiltrando o solo e causando desmoronamento da barreira.  

As consequências podem ser desastrosas tanto para os moradores desse "córrego" como dos proprietários das casas e comércios que ficam na parte de cima da rua.

Apesar de toda a problemática, alguns moradores se esforçam para manter o logradouro capinado e limpo, como observado nas fotos, de modo especial a Sra. Inês, idosa de 76 anos que há 40 destes vem zelando por sua comunidade.

A invisibilidade do local só é rompida em períodos das campanhas eleitoreiras quando surgem os candidatos oferecendo melhorias em troca de votos, contudo, até hoje, nada foi feito. Só contamos, ainda de forma precária, com iluminação pública.

Deyse Costa é assistente social e moradora de Aldeia.