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Não é meu nem teu...

Walter da Silva escreve sobre as atitudes de certas pessoas que não acreditam na sua responsabilidade individual sobre o meio ambiente e os efeitos sobre a saúde de todos.

today 02/06/2020
Walter da Silva
timer 3 min de leitura

Na semana em que se comemora o meio ambiente, as reflexões de quem se sensibiliza com isso, aumentam. Há de se imaginar inclusive que se reflita mais sobre nosso papel no mundo, sem que tal atitude aterrisse na pista da filosofia popular. 

Quando vim residir na serra de Aldeia, em Camaragibe, frequentei muitos bares à margem dos pequenos riachos que cortam – ou cortavam? – a cidade. Não foi somente uma vez que quase me indispus com donas de casa desavisadas a jogarem lixo doméstico em saco plástico no curso d’água. Um velho amigo com nome de filósofo, Sócrates Olímpio, me ajudava na forma de admoestar tais pessoas. Mas, como dizia minha mãe: “entrava num ouvido e saía por outro”.


Gente parece ser, em sua imensa maioria, insensível às coisas da Terra, supondo que os recursos naturais existentes são eternos. E esse tipo de gente em geral frequentou pouco as bancas escolares. Nos meus tempos de escola primária, minhas duas professoras podiam não saber o significado de ecologia, meio ambiente ou algo parecido, mas possuíam uma sensibilidade para a parcimônia, para a preservação e para o conhecimento de que somos efêmeros e nossa passagem no mundo tem que ser pelo menos correta. E essa correção se refere primordialmente à conscientização de que a escassez sempre ganha.