X
Publicidade

Centro integrado de segurança começa a funcionar em outubro

Funcionará no km 10,5, na frente do Parque Aldeia dos Camarás. Lá vai funcionar uma central de monitoramento das câmeras do projeto De Olho em Aldeia.

today 11/09/2020
Tatiana Portela
timer 4 min de leitura

Se tudo correr como previsto, a partir do próximo mês a segurança pública em Aldeia deve começar a escrever um novo capítulo na sua história. Por provocação da sociedade civil organizada (leia-se Fórum Socioambiental de Aldeia) e com a sensibilização dos poderes públicos, um centro integrado de segurança passará a funcionar, com sede no km 10,5, com efetivos 24 horas da Polícia Militar e dos órgãos de segurança da Prefeitura de Camaragibe. E, a cereja do bolo: será inaugurada também uma central de monitoramento em tempo real das câmeras do projeto De Olho em Aldeia, criado e financiado pela comunidade.


“Do total de 96 câmeras previstas para abranger toda a Estrada de Aldeia, já temos 27 em funcionamento, mas as imagens ficam gravadas num datacenter e são usadas mediante requisição às polícias Civil e/ou  Militar”, explica o presidente do Fórum, Herbert Tejo. “Com a central instalada, as ocorrências serão flagradas e o tempo de resposta será infinitamente menor”, ressalta. O projeto deve entrar agora numa fase de ampliação, com a busca de novos parceiros, para cobrir toda a extensão da PE-27.


Vitória da comunidade: a PM vai voltar para Aldeia!

Começa mais uma etapa do videomonitoramento da PE-27


Integração

A Polícia Militar de Pernambuco chega com duas boas novas: a volta da 3a Companhia do 20o Batalhão para Aldeia, depois de quase dois anos fora daqui, e a implantação do sistema de policiamento comunitário Koban, metologia japonesa baseada em ações de prevenção à violência e ao crime.

O centro de segurança funcionará na frente do Parque Aldeia dos Camarás, em dois contêineres alugados pela Prefeitura de Camaragibe. Um deles será a base da 3a Companhia, que atende a toda a região de Aldeia, de Tabatinga a Chã de Cruz. E a outra alojará o efetivo do Koban e um representante da Guarda Municipal de Camaragibe que ficará responsável pela central de monitoramento do De Olho em Aldeia.


Koban

O coordenador estadual de Policiamento Comunitário – Sistema Koban, coronel José Cícero de Oliveira Jr., explica que a filosofia do sistema é de uma polícia integrada com a comunidade e os atores públicos. “Entendemos que segurança pública não é coisa de polícia. É uma pauta de todos”, resume. Treinado no Japão, o coronel conta que o conceito aprendido lá teve adaptações à cultura local, mas atende a um só propósito: desenvolver uma rede de parcerias entre a polícia, os moradores, o comércio, as escolas e todos que fazem parte da comunidade para a criação de um ambiente seguro.

“Aldeia poderá se tornar um exemplo de policiamento comunitário bem sucedido, até para outras partes do país, por já possuir uma comunidade organizada e forte. Posso dizer que foi o esforço da comunidade, por meio do Fórum Socioambiental, que articulou com a Polícia Militar e a gestão municipal, a vinda do Koban para Aldeia”, testemunha o coronel Oliveira. “Isso é primordial para o sucesso do programa”.

O coordenador do Koban conta como funciona o projeto. Segundo ele, serão 20 policiais trabalhando com rotatividade mínima – exatamente para criar vínculos com a comunidade – em visitas aos moradores e em contato com eles no próprio parque onde o contêiner está instalado. A ideia é que haja uma vigilância contínua da região e se desenvolva nas pessoas uma maior confiança na polícia. Para isso serão desenvolvidas ações de mobilização social, disponibilizados canais de comunicação via whatsapp e os policiais participarão dos eventos locais. 

O sistema Koban em Pernambuco, segundo o coronel, já funciona desde 2018. Está em Boa Viagem, Paulista e Caruaru. Até o fim do ano, além de Aldeia, chegará também ao Cabo de Santo Agostinho e Jaboatão dos Guararapes. Os resultados até agora, diz, têm sido bastante positivos.

“Temos observado queda nos índices de crimes violentos contra o patrimônio e percebido que a população reconhece um clima de maior segurança nos locais onde já implantamos o sistema. Como nosso foco está na prevenção, nossa eficácia não é medida pela queda na quantidade de ocorrências, mas na ausência de crimes”.

Ainda segundo o coordenador, o Koban tem uma abrangência limitada a uma área de 12 km² que inclui o centro comercial de Aldeia e as comunidades de Vera Cruz, Pau Ferro, Piim e Indaiá. Numa segunda etapa utilizará como apoio à vigilância drones e regimento montado (cavalaria).