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Aldeia ganha muitos novos moradores durante a quarentena

Pela proximidade com o Recife, Aldeia foi o destino escolhido por muita gente - com condições financeiras - para viver o isolamento social. O contato com a natureza, a tranquilidade e a boa infraestrutura estão conquistando essas pessoas, que só iriam ficar por uns meses.

today 10/06/2020
Tatiana Portela
timer 5 min de leitura

Quem participa de grupos de WhatsApp de Aldeia já percebeu a quantidade de gente perguntando por imóveis para alugar desde que começou a quarentena da Covid-19, em março. Muita gente escolheu a nossa região para se refugiar, já que é próxima do Recife, tem toda a infraestrutura de serviços essenciais, restaurantes com entrega em domicílio, internet de alta velocidade e, para completar, áreas verdes, espaços abertos e a possibilidade de dias mais agradáveis do que para quem está confinado em apartamento.

Há quem tenha vindo ocupar uma casa que já tinha para fins de semana e há quem tenha vindo para Aldeia pela primeira vez. Há quem já esteja ansioso para voltar para a vida agitada da cidade grande, mas há muitos que estão tão satisfeitos com o novo estilo de vida que já até decidiram que daqui não saem mais.


É o caso de Tiago Versalles, Fritz Kiemle e seus filhos de quatro patas Sun e Sonne – pai e filho da raça Golden Retriever – que já moraram em Aldeia, mas tinham se mudado para a Rua da Aurora. Assim que a pandemia de Covid-19 chegou ao Brasil, o casal começou a pensar na volta. No primeiro dia de abril eles alugaram uma casa e trouxeram suas coisas para cá. “Achamos que seria muito mais seguro passar essa quarentena aqui, especialmente porque tínhamos uma rotina de descer do apartamento quatro vezes por dia pra passear com os cachorros. Isso ficou complicado por conta da possibilidade de contaminação no elevador. Aqui temos jardim, podemos soltá-los e nos mantermos seguros", conta Tiago, que é designer gráfico e trabalha em home office.

Ele diz que a decisão de virem pra Aldeia foi a mais acertada possível. Tanto é que já decidiram ficar para sempre. “A gente já não se vê mais morando no Recife, principalmente porque a pandemia vai deixar um rastro de insegurança e incerteza ainda por muito tempo. Vamos ficar!”, comemora. Tiago conta que não sente falta de nada e, mesmo morando “no meio do mato”, tem recebido tudo em casa, “de cogumelo a frutos do mar”.

Mais do que a disponibilidade dos serviços, o que atrai Tiago e Fritz é o contato com a natureza. “É um grande privilégio ser abraçado por esse verde e ouvir os sons da natureza. Essa quarentena vem pra ensinar a gente a valorizar coisas mais simples que a gente não valoriza no dia a dia”, conta Tiago, que agora aproveita o tempo de folga para brincar com os cães e fotografar. Apaixonado por fotografia, diz que “não tem um dia que não fotografe um pássaro diferente, um bando de saguins, uma preguiça, lagartos e insetos de todas as formas e cores, coisas que você não vê no Recife de jeito nenhum”.