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Quem tem medo de cobras, sapos ou lagartos?

Nossa colunista Mariana Guenther, bióloga e professora da UPE, fala da fobia que muita gente tem de répteis e anfíbios. E convida os leitores a participarem de uma pesquisa que está sendo feita para entender de onde vem o medo ou a repulsa a esses seres tão importantes ao nosso ecossistema.

today 31/08/2020
Mariana Guenther
timer 2 min de leitura

Répteis e anfíbios sempre povoaram o imaginário infantil de uma forma não agradável. Nos contos de fadas, a princesa tinha que fazer o sacrifício de beijar um sapo para ter a recompensa de ganhar o príncipe. Lagartos e salamandras sempre fizeram parte das terríveis poções das bruxas, que muitas vezes se transformavam em serpentes traiçoeiras e venenosas. Nosso folclore também é cheio de histórias de cobras e jacarés como o Boitatá e a Cuca, seres sempre muito temidos.

Muitos de nós carregamos, no entanto, esses medos e repulsas de infância para a vida adulta e continuamos olhando para esses animais como perigosos e ameaçadores. Mesmo morando em Aldeia, onde temos contatos mais frequentes com essa fauna.

Nem todos os sapos, rãs e pererecas são venenosos, e na realidade os que são, não saem por aí espirrando leites tóxicos como contam as histórias. Além disso, esses animais têm uma grande importância no equilíbrio da natureza, comendo moscas e mosquitos que podem transmitir doenças para nós, humanos.

O mesmo vale para as lagartixas, que não fazem nenhum mal, não têm nenhum veneno, e nos protegem de vários insetos.

As serpentes são importantes predadoras de roedores, e por isso controlam as populações desses animais, nos protegendo, por exemplo, daquelas espécies de ratos que podem transmitir doenças.